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Coisas difíceis de ressuscitar

Eu cursava o segundo ano de Cinema quando um professor nos entregou o artigo “ Escrevendo histórias ”, da autora estadunidense Flannery O’Connor. Era um xerox da edição em inglês. Foi o texto mais marcante que li sobre a arte de escrever. Fiz uma tradução, quando me tornei professora, pensando em compartilhá-lo com meus alunos. Mas poucas vezes o usei nas turmas. É curioso como deixamos de lado o que foi mais forte para nós. Lembrei de Flannery ao ler Coisas difíceis de ressuscitar , a impactante coletânea de contos de Juliana Garbayo. Os detalhes, a precisão, os sentimentos implícitos. Flannery diz: “A ficção opera pelos sentidos... ela lida com a realidade através do que pode ser visto, ouvido, cheirado, saboreado ou tocado”. Em Coisas difíceis de ressuscitar , a realidade sensível é um dos pontos mais fortes. Minha primeira reação foi de impacto estético, pela técnica narrativa do conto “Um tempo para cada coisa”. A realidade, ali, é construída também pelo negativo, o que já não pod...

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